segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um post pros vendidos de plantão

Pois é.
Dia desses cheguei atrasada na aula de Jornalismo Digital, qual não foi minha surpresa em receber a notícia de que a aula seria na verdade na Semana de Relações Públicas da Unesp.

Beleza, já que eu tava na UNESP mesmo, fiz valer meus R$3,50 ida-volta e fui ver qual era. Já tô fazendo TCC em jornalismo empresarial mesmo, né?

Cara, sabe quando você vai numa palestra e fica feliz de ter participado de algo único? Então. Quase isso, hehe (até liguei pra Silvia)
O nome é Marlene Marchiori e a mulher é uma baixinha totalmente pilhada, bem vestida e com expressões anglo-saxônicas na ponta da língua. Imagine.

O que me atrai nessa área de Relações Públicas e Marketing é que esse povo sabe o que é estudar comunicação e usá-la de forma estratégica. Sabe mesmo. Porque tem gente que compra isso e porque isso dá lucro.

Resuminho:

- Durante toda a palestra eu devo ter ouvido umas 500 vezes a frase “comunicação é um processo”. [SIM!! Comunicação É um processo!! Comunicação não é só o house organ, o jornal-mural, a revista, o boletim, o folder, etc... nós temos que parar de enxergar a comunicação como produto. Quando você cuida das reclamações dos clientes externos e internos, você está fazendo uma comunicação bem feita. Quando você planeja o ano da sua empresa do ponto de vista da comunicação, é ali mesmo que ela começa. Passando pro jornalismo: quando você dá o feedback pra sua fonte, isso também faz parte do processo de comunicação. Como já disse o próprio Sakamoto neste sábado: nós interferimos na realidade que estudamos/visitamos/etc... e isso TEM que ser visto dentro do processo de comunicação]

- Estamos saindo da visão funcionalista pra visão humanizada da comunicação organizacional. O ser humano é o principal canal de acontecimentos em uma organização. As pessoas fazem uma organização, e não o contrário (parece óbvio, mas isso ainda é pouco considerado no mercado). Essa é a visão pós-moderna da comunicação organizacional (ou será que existe?). Porque são várias realidades, não é possível enxergar A realidade. Hoje Fulano trabalha na empresa X durante o dia, estuda na universidade Y à noite, sai com grupo Z de fins de semana...

- Temos aí um pressuposto: As organizações são feitas por pessoas. Como sentir a resposta das pessoas neste processo de comunicação? “Através de processo de interação que geram um sentido”. Ahá!! Voltamos a Marx. Lembra daquela história? Que o trabalho é alienante quando perde o sentido? Pois é.

"Comunicação é o processo de gerenciar mensagens e mídia com o propósito de criar significado"
(Botan & Kreps, 2000)

- Agora vamos trabalhar com a comunicação mudando estruturas, comportamentos. Esse é o novo desafio. Para mudar a estrutura, é necessário criar conhecimento, fazer com que a descoberta aconteça pelas pessoas num processo de dentro pra fora, gerar fatos, criar contextos, estimular o diálogo, isso tudo estimula a realidade organizacional – não aquela que é comunicada para as pessoas, mas aquela que faz parte do processo de comunicação.

Olha o Paulo Nassar: "Organizações são seres relacionais". A interdependência é grande. Não tem como falar que as organizações são a administração.

Em suma, os desafios: As ações da empresa precisam ter sentido para as pessoas. Fazer com que as pessoas se permitam nas organizações.
Comunicação não é comunicar a mudança, mas fazer parte do processo de decisão.

Perspectiva? Temos que repensar os próprios processo e teorias para ampliar o processo de comunicação. Quem sabe no doutorado...


[George Harrison - Wah Wah]

domingo, 25 de maio de 2008

Sinceramente... estar aqui me deixa confusa!!!!!!
ao ponto de exceder nas exclamações...

Como pode a gente amar e odiar a mesma coisa ao mesmo tempo?
E quanto a coisa está num nível tão abstrato assim??

Totalmente louco isso... agora deixa eu ir pra cama pensar nas coisas que eu não fiz por preguiça hoje.

Até.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

novidades do dia

- Minha mãe conseguiu mandar um e-mail sozinha!!! AEEEEEEEEEEE
- Descobri que engordei 1,5kg nesses últimos tempos!! AEEEEEEEEE

Dia bom!

terça-feira, 22 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

the rolling stones - shine a light

Acabei de voltar do cinema.

O que se vê são 2 belíssimos shows: um do Rolling Stones e outro de Scorsese. Direção simplesmente fantástica!

Apenas senti falta de cerveja e espaço pra poder curtir em pé. Ainda mais com todo aquele aparato sonoro do Multiplex... eu diria que meus 7 reais valeram mais do que os zero reais que aquele milhão de pessoas não pagou pra vê-los em Copacabana.

Très bien!
Recomendo pra coleção mesmo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

o que há de poético num batom perdido

Hoje eu tava no ônibus voltando do trabalho (ou indo para, já que em tempos de TCC não existe mais lugar de descanso) quando a minha visão periférica de mulher percebeu algo pequeno e escuro indo rapidamente em direção ao meu pé. Não era uma barata, mas está igualmente envolvido com o psicológico feminino: era um batom. Que veio a toda velocidade bater no meu pé, como se quisesse me cutucar pra chamar a atenção. Compreensível.

Achei aquilo ótimo. Comecei a divagar sobre como aquele objeto foi se perder naquele ônibus, há quanto tempo e por quem. Cheguei até a pensar que alguma pessoa muito mal-educada tivesse o deixado ali de propósito, como se fosse lixo. A hora que ele rolou pra cima de um papelzinho de bala dava mesmo uma cara de dejeto pra ele. Coitado.

Não podia ter sido jogado fora, porque ainda tinha muito pra ser usado daquele batom. Mas pela aparência gasta e empoeirada da embalagem, devia fazer tempo que ele tinha sido perdido. "Alguém perdeu um batom", disse a moça que estava do meu lado na hora que ele foi cutucá-la também. Não é à toa: além de gasto e empoeirado, via-se que era um daqueles bem vagabundos. Porque ninguém perde um batom da Claude Bergère. Mas um batom de plástico preto com capinha transparente, assim, sem marca, cai da bolsa fácil.

E ele ficou ali, indo e vindo a cada brecada, e eu fiquei ali olhando pra ele. Talvez ele nunca tivesse tido tanta atenção. Será que era de uma prostituta? A gente sempre tende a achar que essas coisas são de prostituta. Batom, esmalte, camisinha perdidos... Que preconceito... eu até usaria aquela cor (fosse num Claude Bergère), e não sou prostituta. Será que limpam esse ônibus? Será que ele estava escondido em algum vão durante a faxina? Será que ele carregava uma legenda partidária?

Tanto faz. Mas acho que eu dei uma razão de ser praquilo. Esse "ir e vir" do objeto abandonado foi o que mais de interessante aconteceu nas últimas 8 horas do meu dia, que tendem a piorar. Até fui mais com a cara desse batom aí do que aquele que eu passo todo dia antes de ir trabalhar, e olha que é da Natura. Se é que você entende como a cabeça tá bem mais leve.

terça-feira, 25 de março de 2008

news?
No las tengo.

Except that:
- Finalmente acertaram o corte do meu cabelo (que só eu sei a diferença);
- Finalmente eu tenho visto coisas na faculdade que realmente me interessam;
- Infelizmente isso foi só no último ano da faculdade... não faz sentido, mas tudo bem;
- Quando vc acha que sabe tudo de links patrocinados, vc descobre que não sabe nada. How exciting!
- Com mais sono do que nunca. Cabeça voando.
- Dormir é bom, ser acordada com um abraço gostoso... melhor ainda!
- Prefiro pizza a ovo de páscoa. Deixa eu ir lá!