quarta-feira, 29 de março de 2006

I'm ready to surrender

Hoje eu sonhei que eu fazia uma tatuagem. Era linda. Uma lua azul, sorrindo, olhando de lado, e três estrelinhas ao seu redor, amarelas, sorrindo. Eu dizia: "É porque sou notívaga".
Uma figura que não foge do senso comum. Exatamente como eu. Faz muito sentido.
Agora eu quero um pedaço do céu no meu corpo.
Poderia ser uma águia... elas sempre me agradaram. Pra mim, o símbolo-mor da liberdade. Sempre digo que se escolhesse um animal para ser na próxima encarnação, seria uma águia.
Mas a liberdade é inatingível. Não faz sentido. O senso comum vence. É bonitinho. E não parece uma mancha, se visto de longe.
A partir dessa semana serei diferente. Porque eu quero ser diferente, nunca quis tanto na minha vida. Quero adotar outra postura diante da vida e das pessoas. Continuar sendo o que sou é muito difícil, sofrível até, às vezes. Estou pronta para me entregar. Que venha a nova onda. A era de aquarius.
Posso me deixar levar, posso nadar contra a correnteza, posso me afogar. Quer saber? Só quando eu estiver à beira da morte, saberei o que realmente fiz. I'm ready to surrender.

segunda-feira, 27 de março de 2006

be right back?

Ok, that speaking-in-English thing again. It must be the lack of classes. So sad.
Posso não dizer coisa com coisa?
Preciso voltar mais vezes. Eu gosto de escrever, sabe.
Mesmo que se torne uma lixeira emocional... que seja, mas pra poucos.
Cara, faz tempo.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

No better mood.
Essa é a fase que eu fico chata. Que nada dá certo, e nada sai como eu quero, nem ninguém, nem porra alguma.
Que merda.
Merda merda merda merda.
E aquela porcaria de tevê fica passando aquela vinheta idiota o tempo todo também. Que foi, quer jogar na cara é?
Enquanto isso eu fico aqui prostrada assistindo todos os meus sonhos de longe. Pela telinha desse computador *$%#! , imaginando tudo o que eu queria que fosse. Procurando aquilo que eu posso até achar, mas que me parece impossível de alcançar.
E descubro que meus palavrões agora estão voltando-se contra mim quase que literalmente. I wish I was different!
Some things never change, isn't it?
E quando esse inferno acabar eu volto. Eu juro, eu juro que isso é totalmente meu. E dá no saco. Porra.

sábado, 7 de janeiro de 2006

yes is the answer

Eu só lembro de blogs alheios quando posto no meu e assim por diante. Kill me.

Aiai... meus queridos leitores imaginários. Tenho sentido tanta falta de alguém pra conversar aqui. Conversinha fiada, papo-cabeça, qualquer coisa. Isso me fez até escrever aquela crônica meia-boca [tá eu nunca faço isso].
Muito tempo em viagem com a família dá nisso... a gente curte, mata as saudades... mas é essa galera que você conhece desde o nascimento, que você prevê todas as reações, conhece todas as opiniões. Talvez falte o animus que eu aprendi na aula de legislação. E também tem o fator superproteção de não poder conhecer pessoas novas porque com toda a certeza do mundo todos no Rio de Janeiro são pervertidos ou traficantes. Ê vida...
Dizem que os amigos são a família que a gente escolhe, e eu concordo. Com o tempo a gente também prevê todas suas reações, conhece opiniões, mas de alguma forma foi isso que nos cativou... não é? Então isso é bom. É bom ter um amigo sarcástico porque eu gosto de sarcasmo. Ou um amigo inconseqüente porque você se diverte com as inconseqüências dele... Mesmo você prevendo as ironias que virão. Isso é legal. Deve ser a presença do animus.
Cara, como eu sinto falta deles.
Contato real.

Se eu ganhar na mega-sena trago todos pra cá.

E tem outra... esse meu período de isolamento juntamente com essa chuva que não pára desde o início da semana estão me fazendo regredir ainda mais. Nunca estive tão dependente de mensagens de celular, scraps, e-mails e msn.
Um mês longe do namorado e a TPM volta. Não é que é frescura... é probabilidade. Pense.

Alguém aí chama a Julha de volta!!

So keep on playing those mind games together
Faith in the future, outta the now
You just can’t beat on those mind guerrillas
Absolute elsewhere in the stones of your mind

é o John. =D

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

no orkut, no fotolog, no messenger e agora eu quero fugir no blog.

aiaiaiaiaiai... alguém pelo amor de deus faz essas 48 horas passarem voando... que eu não agüento maaaaaaaaaaais!!!

pronto.
:*

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

As pessoas são estranhas, they really are e claro que não há dúvidas quanto a isso porque eu sou a dona da verdade. :D
Vou te falar um dos porquês de elas serem estranhas: é natural fingir, pra Gente.
O tempo todo só fingindo. O sorriso é tão grande que não sobra espaço pra lágrima que pede tanto pra sair. Virtudes que escondem defeitos. Defeitos tomados por virtudes e vice-versa.
Acho que às vezes somos até capazes de ir contra nós mesmos e achar que não, eu realmente sou assim. Que estupidez, minha gente. Autofagia. Não pode não.
Eu sou assim, meu melhor amigo, minha mãe, meu namorado, você. Acho que os cachorros não são.
"Mais que tudo a ti próprio sê sincero e seguir-se-á, tal como a noite ao dia, não poderes ser falso com ninguém."
Hamlet - conselho de Polônio a Laertes

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Momento num café

Quando o enterro passou
Os homens se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado

Olhando o esquife lentamente.
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.

(Estrela da manhã - Manuel Bandeira)