Oi zenti!
Então, apenas um post-satisfação. Tô viva.
Tô bem. Um pouco perdida quanto às resoluções para 2009 só, mas tudo bem.
Por enquanto a única certeza que eu tenho é que eu quero manter a casa organizada, pelo menos.
Rio de Janeiro foi ótimo, pra quem queira saber.
Mas como é triste ir embora! Triste DEMAIS!
Qualquer hora eu posto fotos no orkut, tá?
Um beijo a todos os leitores imaginários que eu amo tanto.
Até breve.
P.S.: Ultimamente tá mais fácil me acompanhar no Twitter.
domingo, 11 de janeiro de 2009
domingo, 12 de outubro de 2008
post sobre a cegueira :D
Gente, é um post longo e aconselho lerem depois de ver o filme, assim é mais fácil comentar, nem que seja "Julia, sua louca, nada a ver".
Se você ainda não viu o filme e não quer perder a viagem, segue este link. Entrevista com Fernando Meirelles sobre o filme. É legal. (juro q tentei postar direto, mas n deu)
*
Ontem fui ver Ensaio Sobre a Cegueira. Ainda estou perturbada.
Um daqueles filmes que você sai e precisa pensar um pouco pra digerir. De cara pensei que talvez o Meirelles não devesse tirar a narração, para atender propósitos comerciais. Demora um pouco pra você tirar algumas conclusões. Mesmo sem ter estas conclusões, não podia ignorar aquilo que o Meirelles (ou Saramago) nos faz ver. Daí sentamos pra tomar um chopp e conversarmos sobre. Tudo bem que aquilo não era lá um assunto pra conversar tomando um chopp, mas vamos começar sendo um pouco mais light, certo?
O Bruno, meu personal scientist, me disse que a visão é o sentido mais importante do ser humano porque ele é o que ocupa uma maior parte do cérebro e transmite mais informação. Ele também reparou como, mesmo em uma anarquia, as organizações se iniciam espontaneamente. Daí lembrei do big bang do homem moderno e de como o nós precisamos nos estruturar em sociedades para evoluirmos, e tatatá.
Mas pensando na moral... como é uma tentação você ser desprovido de moral quando ninguém vê o que você faz o tempo todo. É como se não houvesse juízo de valor. Percebam a luta pra que essa moral exista. Perceba o médico. O médico tenta ser íntegro desde o começo, mas nem ele consegue. Nem o mais dos íntegros. Essa é a cegueira. É uma cegueira que no fim, acaba protegendo as pessoas de si mesmo, de seu superego.
Chopp já findado, chega um casal de amigos e se juntam à nossa agora rodinha. Vê mais uma rodada aí. Eles não viram o filme, então a conversa se alonga para outros. Odiaram Mamma Mia. Não sabiam que era musical. Acharam estranho aquelas pessoas começarem a cantar no meio de uma cena, o chão se abrir em flores, etc. Um sorvete e uma carona pra fechar. Depois da pizza em casa, Bruno dorme. Não consigo parar de pensar no filme. Na TV, começa um programa sobre a II Guerra Mundial na Record News. Bora ver.
Foram 6 milhões de judeus exterminados. Somente em Auschwitz, foram gastos mais de 5 toneladas de gás letal. Eram necessários 5 quilos por vez (faça as contas). Eles eram levados às câmaras achando que iam tomar banho. Quando o exército francês chegou neste campo de extermínio, encontrou uma população de 7 mil judeus que sobreviveram não se sabe como. O menos esquálido pesava 35 kg... Na Normandia, após o dia D, foram registradas 800 mil baixas. 300 mil japoneses morreram com as bombas nucleares. O saldo total desta Guerra foi de 60 milhões de mortos.
É possível enxergar moral na guerra? Uma cegueira revisitada. A guerra deixa as pessoas cegas. Na verdade, muitas coisas deixam as pessoas cegas. Outra da TV: fizeram um teste pra ver quão violento um bairro é em Buenos Aires. Deixaram uma bicicleta solta na rua e viram quanto tempo demorava pra alguém levar. Não me lembro quanto levou o “menos violento”, mas foi no máximo 1 hora. Tinha que vem a cara de pau do sujeito levando a bike como se super fosse dele. De novo a cegueira. Ele tava invisível no meio dos transeuntes.
Fico passada com essas coisas. Porque aí existe outra cegueira: a de não enxergar as coisas acontecendo à nossa volta. A minha cegueira, do alto do meu oitavo andar, da minha pizza de atum, do meu chopps no shopping center. Nós também estamos protegidos pela cegueira. Quanta imoralidade existe na omissão? Talvez não seja uma guerra ou a concentração de renda que nos deixam cegos, talvez nos já o sejamos.
Voltando ao filme, fico imaginando a Mulher que Enxergava. Ela vendo tudo aquilo. No livro ela diz que preferia estar cega. Acho que o objetivo do filme talvez seja deixar-nos um pouco mais próximos daquela Mulher.
Outra reflexão do filme, agora sobre liderança: uma ala era liderada por uma pessoa que enxergava, outra tinha um Reizinho sem escrúpulos ajudado por um cego nato (portanto, melhor cego do que os outros). Em terra de cego, quem tem um olho é rei, né não?
Trecho do livro que peguei daqui mesmo :D
"Lutar foi sempre, mais ou menos, uma forma de cegueira, Isto é diferente, Farás o que melhor te parecer, mas não te esqueças daquilo que nós somos aqui, cegos, simplesmente cegos, cegos sem retóricas nem comiserações, o mundo caridoso e pitoresco dos ceguinhos acabou, agora é o reino duro, cruel e implacável dos cegos, Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego, Acredito, mas não preciso, cego já estou, Perdoa-me, meu querido, se tu soubesses, Sei, sei, levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam"
Se você ainda não viu o filme e não quer perder a viagem, segue este link. Entrevista com Fernando Meirelles sobre o filme. É legal. (juro q tentei postar direto, mas n deu)
*
Ontem fui ver Ensaio Sobre a Cegueira. Ainda estou perturbada.
Um daqueles filmes que você sai e precisa pensar um pouco pra digerir. De cara pensei que talvez o Meirelles não devesse tirar a narração, para atender propósitos comerciais. Demora um pouco pra você tirar algumas conclusões. Mesmo sem ter estas conclusões, não podia ignorar aquilo que o Meirelles (ou Saramago) nos faz ver. Daí sentamos pra tomar um chopp e conversarmos sobre. Tudo bem que aquilo não era lá um assunto pra conversar tomando um chopp, mas vamos começar sendo um pouco mais light, certo?
O Bruno, meu personal scientist, me disse que a visão é o sentido mais importante do ser humano porque ele é o que ocupa uma maior parte do cérebro e transmite mais informação. Ele também reparou como, mesmo em uma anarquia, as organizações se iniciam espontaneamente. Daí lembrei do big bang do homem moderno e de como o nós precisamos nos estruturar em sociedades para evoluirmos, e tatatá.
Mas pensando na moral... como é uma tentação você ser desprovido de moral quando ninguém vê o que você faz o tempo todo. É como se não houvesse juízo de valor. Percebam a luta pra que essa moral exista. Perceba o médico. O médico tenta ser íntegro desde o começo, mas nem ele consegue. Nem o mais dos íntegros. Essa é a cegueira. É uma cegueira que no fim, acaba protegendo as pessoas de si mesmo, de seu superego.
Chopp já findado, chega um casal de amigos e se juntam à nossa agora rodinha. Vê mais uma rodada aí. Eles não viram o filme, então a conversa se alonga para outros. Odiaram Mamma Mia. Não sabiam que era musical. Acharam estranho aquelas pessoas começarem a cantar no meio de uma cena, o chão se abrir em flores, etc. Um sorvete e uma carona pra fechar. Depois da pizza em casa, Bruno dorme. Não consigo parar de pensar no filme. Na TV, começa um programa sobre a II Guerra Mundial na Record News. Bora ver.
Foram 6 milhões de judeus exterminados. Somente em Auschwitz, foram gastos mais de 5 toneladas de gás letal. Eram necessários 5 quilos por vez (faça as contas). Eles eram levados às câmaras achando que iam tomar banho. Quando o exército francês chegou neste campo de extermínio, encontrou uma população de 7 mil judeus que sobreviveram não se sabe como. O menos esquálido pesava 35 kg... Na Normandia, após o dia D, foram registradas 800 mil baixas. 300 mil japoneses morreram com as bombas nucleares. O saldo total desta Guerra foi de 60 milhões de mortos.
É possível enxergar moral na guerra? Uma cegueira revisitada. A guerra deixa as pessoas cegas. Na verdade, muitas coisas deixam as pessoas cegas. Outra da TV: fizeram um teste pra ver quão violento um bairro é em Buenos Aires. Deixaram uma bicicleta solta na rua e viram quanto tempo demorava pra alguém levar. Não me lembro quanto levou o “menos violento”, mas foi no máximo 1 hora. Tinha que vem a cara de pau do sujeito levando a bike como se super fosse dele. De novo a cegueira. Ele tava invisível no meio dos transeuntes.
Fico passada com essas coisas. Porque aí existe outra cegueira: a de não enxergar as coisas acontecendo à nossa volta. A minha cegueira, do alto do meu oitavo andar, da minha pizza de atum, do meu chopps no shopping center. Nós também estamos protegidos pela cegueira. Quanta imoralidade existe na omissão? Talvez não seja uma guerra ou a concentração de renda que nos deixam cegos, talvez nos já o sejamos.
Voltando ao filme, fico imaginando a Mulher que Enxergava. Ela vendo tudo aquilo. No livro ela diz que preferia estar cega. Acho que o objetivo do filme talvez seja deixar-nos um pouco mais próximos daquela Mulher.
Outra reflexão do filme, agora sobre liderança: uma ala era liderada por uma pessoa que enxergava, outra tinha um Reizinho sem escrúpulos ajudado por um cego nato (portanto, melhor cego do que os outros). Em terra de cego, quem tem um olho é rei, né não?
Trecho do livro que peguei daqui mesmo :D
"Lutar foi sempre, mais ou menos, uma forma de cegueira, Isto é diferente, Farás o que melhor te parecer, mas não te esqueças daquilo que nós somos aqui, cegos, simplesmente cegos, cegos sem retóricas nem comiserações, o mundo caridoso e pitoresco dos ceguinhos acabou, agora é o reino duro, cruel e implacável dos cegos, Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego, Acredito, mas não preciso, cego já estou, Perdoa-me, meu querido, se tu soubesses, Sei, sei, levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam"
terça-feira, 7 de outubro de 2008
One week out
"Numa sociedade mundial que marcha cada vez mais para a automação da produção e da redução de horas de trabalho, o grande produto que o Brasil vai oferecer é mostrar àqueles que, não podendo trabalhar, se matam, como é que não trabalhar é a melhor forma de ser feliz."
Roberto Pinho, antropólogo, ex-asessor especial do ex-ministro Gilberto Gil
Roberto Pinho, antropólogo, ex-asessor especial do ex-ministro Gilberto Gil
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Justo agora?!
Crises existenciais numa madrugada de quarta-feira??
O pior é sentir que precisa cuidar mas planejar pra pensar depois de novembro.
Porque comigo é tudo demorado...
O pior é sentir que precisa cuidar mas planejar pra pensar depois de novembro.
Porque comigo é tudo demorado...
domingo, 10 de agosto de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Tibet-independence?
Vocês já ouviram o "novo" da Bjork, "Volta"?
É bem interessante. Tudo o que ela faz é no mínimo interessante. Se você discorda, assiste "Dançando no Escuro" e depois me diz se pelo menos algo de muito bom ela já não fez.
Anyways, tem uma música nesse disco que eu gosto muito chamada "Declare Independence". É muito visceral, me lembra um pouco dos tempos de metal pesado, bate-cabeça, essas coisas. Bem interessante. Pelo nome dá pra sacar o teor da letra, extremamente nacionalista. Se interessar, veja o vídeo.
Eu já curtia, depois que eu soube do que ela fez na China passei a curtir ainda mais. Aqui tem um link pra uma notícia publicada em um jornal chinês que traz o vídeo. Se você é jornalista e tiver ânimo pra ler (está em inglês), vale a pena. Tudo o que as escolas de jornalismo falam pra você não fazer.
E aqui fala o que ela fez e a repercussão disso, em português.
Como ela não faria isso? Essa é a questão. Deram a faca e o queijo na mão. E ainda dizem que ela quer sabotar as olimpíadas. Por quê? A vez que ela teve a maior audiência foi justamente numa abertura de jogos olímpicos. Eu hein, povo estranho.
Quer saber mais sobre o Tibet? Achei um link legal que traz 3 vídeos feitos por um fotojornalista por lá. É bem rapidinho e adiciona. Segue aí.
Enfim, só pra compartilhar.
Bom fim-de-semana pros meus leitores imaginários.
É bem interessante. Tudo o que ela faz é no mínimo interessante. Se você discorda, assiste "Dançando no Escuro" e depois me diz se pelo menos algo de muito bom ela já não fez.
Anyways, tem uma música nesse disco que eu gosto muito chamada "Declare Independence". É muito visceral, me lembra um pouco dos tempos de metal pesado, bate-cabeça, essas coisas. Bem interessante. Pelo nome dá pra sacar o teor da letra, extremamente nacionalista. Se interessar, veja o vídeo.
Eu já curtia, depois que eu soube do que ela fez na China passei a curtir ainda mais. Aqui tem um link pra uma notícia publicada em um jornal chinês que traz o vídeo. Se você é jornalista e tiver ânimo pra ler (está em inglês), vale a pena. Tudo o que as escolas de jornalismo falam pra você não fazer.
E aqui fala o que ela fez e a repercussão disso, em português.
Como ela não faria isso? Essa é a questão. Deram a faca e o queijo na mão. E ainda dizem que ela quer sabotar as olimpíadas. Por quê? A vez que ela teve a maior audiência foi justamente numa abertura de jogos olímpicos. Eu hein, povo estranho.
Quer saber mais sobre o Tibet? Achei um link legal que traz 3 vídeos feitos por um fotojornalista por lá. É bem rapidinho e adiciona. Segue aí.
Enfim, só pra compartilhar.
Bom fim-de-semana pros meus leitores imaginários.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
eternamente julho
Não sei, ultimamente (nestes últimos 15 dias mais ou menos) tô com uma sensação muito boa.
Sabe aqueles tempos em que você sente que está vivendo algo único? Que vai passar logo e que você tem que aproveitar o máximo, esquentar o mínimo?
Acordar cedo sorrindo, ir trabalhar logo de manhã curtindo aquela música daora e chegar gritando "BOM DIA!!!"?
Chegar cedo em casa, ter tempo pra ler, fazer TCC (sim, porque geralmente a gente escolhe assuntos de que gosta). Ir ao cinema ver aquelas estréias e se dar ao luxo de esperar a outra sessão porque a próxima já esgotou.
Tirar o sábado pra batistar, e ter a única preocupação de escolher o que vai levar. E ganhar de presente de aniversário aquela blusa linda que você ia deixar na loja. \o/
Por mim, minha vida seria assim pelo resto da vida. FÁCIL.
Eternamente férias de julho.
(não quero nem pensar que essa pode ser a última, it hurts!!)
Ame a vida!!!
Sabe aqueles tempos em que você sente que está vivendo algo único? Que vai passar logo e que você tem que aproveitar o máximo, esquentar o mínimo?
Acordar cedo sorrindo, ir trabalhar logo de manhã curtindo aquela música daora e chegar gritando "BOM DIA!!!"?
Chegar cedo em casa, ter tempo pra ler, fazer TCC (sim, porque geralmente a gente escolhe assuntos de que gosta). Ir ao cinema ver aquelas estréias e se dar ao luxo de esperar a outra sessão porque a próxima já esgotou.
Tirar o sábado pra batistar, e ter a única preocupação de escolher o que vai levar. E ganhar de presente de aniversário aquela blusa linda que você ia deixar na loja. \o/
Por mim, minha vida seria assim pelo resto da vida. FÁCIL.
Eternamente férias de julho.
(não quero nem pensar que essa pode ser a última, it hurts!!)
Ame a vida!!!
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