segunda-feira, 30 de outubro de 2006

não desvie do foco

Segundona pesada, com pequenas coisas que me deixaram meio pra baixo, mas nada que mamãe não resolva.
Júlia, não desvie do foco.
It´s ok ter algumas crises profissionais. Acho que eu fiquei uns 30 minutos seguidos pensando só nisso, diretão.
Aí eu cansei e deu vontade de ...
No Julia, be strong. Life´s tough.
And it´s only beggining.
*
"His Excellency Ayatollah Sayed ‘Ali Khamenei,

It has come to my concern that Kianoosh Sanjari, an activist of students, has been arrested in october 7th when he informed a confront between security forces and supporters of the radical schiitist religious ayatollah Sayed Hossein Kazemeyni Boroujerdi. He finds himself imprisoned within an incommunicate system, in an unknown place, and I´m afraid he may end up under torture or mistreats.

I come up with this e-mail to express my concern about Kianoosh Sanjari security, and to demand his whereabouts to be revealed, as well as the reason of his arresting – and if there is none, I demand His Excellency to put him in freedom immediatly.

I also demand His Excellency to concede him immediately unconditional access to his lawyer, communication to his familiars and any medical services that he may need.

At last, I demand guarantees that he will be not tortured or mistreated during his arresting.

Yours faithfully,

Júlia Dantas"
Ótima forma de aprender inglês: escrever apelos para aiatolás em nome da Anistia Internacional.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

testing fonts number 1

Eu quero uma conexão nova.
I promise I´m not trying to make your life harder or return to where we were.

Sabe uma coisa que me diverte? Ficar testando letras no word, escrevendo coisas à toa. Adoro isso. Tipo quando a gente é pequeno e ganha um estojo novo de canetinhas, e fica escrevendo bobagens pra testar as cores.

Como ninguém me dá estojo de canetinhas mais, eu me divirto no word mesmo. Que deprimente, pensando bem.

Se bem que minha letra sempre sai bonita no Word. A não ser que eu escolha uma fonte aleatória, tipo Comic Sans. Não, eu não gosto de Comic Sans. Depois de usá-la em todos os trabalhos sobre água ou doenças sexualmente transimissíveis na quinta, sexta série.

É, taí. Um dos meus "prazeres Amélie Poulin" é ficar escrevendo bobagens desconexas no word pra testar as fontes.
Mas segundo meu professor de impresso, isso ajuda na fluência de textos, escrever coisas desconexas.
Digamos que "libera" sua mão pra escrever exatamente o que vc está pensando, e por incrível que pareça, a gente pensa coisas com sentido. Estranho, que às vezes parece que o que eu to pensando não tem nenhuma ligação com nada. Deve ser porque eu sinto muito sono sempre. Acho que tô com amarelão.

Hoje é um dia em que eu não quero dizer nada nem passar nenhuma mensagem, então desculpa tá? O que se passa na minha cabeça é fruto de egoísmo, de qualquer forma. Cada um tem uma história, e óbvio que eu sou a estúpida mas feliz heroína da minha.
Aren´t we?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Júlia fica chata quando não dorme

Não sei se é excesso de sono. Deve ser.
Mas eu tô com uma coisa...
ontem, hoje.

É preguiça, MUITA preguiça. É vontade de voltar pra casa antes de começar a me arrumar pra sair. É estar irritadiça. E pensar no trabalho do dia seguinte quando vai dormir.
E não fazer.

E começar a filosofar de como as coisas podem ser positivas ou negativas.

Negativas como o dia hoje, em que a maçã que eu peguei pra comer estava toda podre, em que a minha vontade era de sentar no meio da rua pra descansar um pouco, é chegar no trampo e encontrar um colega passando mal de dor, sentir muito sono o tempo todo, comer um amendoim por engano no almoço e sentir nos ouvidos o machismo da sociedade durante o caminho de volta (vide post abaixo), o que me dá MUITA raiva. E ainda marquei depilação completa pra hoje. Que dia, hein?

Mas é positivo pensar em pessoas que eu não conheço mas admiro. Aqueles caras daquela banda de thrash metal, que nenhuma grande massa curte, que devem trabalhar num banco pra se sustentar mas realmente se dedicam àquilo porque gostam. E gostam mesmo, porque eles já são velhos, e todo mundo sabe que essa modinha geralmente passa rápido. Eles têm garra e paixão.
God knows how much it helps us day by day.

Garra... tô precisando renovar um pouco a minha.
Boa noite! Dream sweet dreams for me.

domingo, 15 de outubro de 2006

what it feels like for a girl

Venho através desta fazer um apelo a todos os homens do mundo, em nome de todas as mulheres (ou quase). Nem todos, porém, merecem ouvi-lo (lê-lo?), mas a grande maioria de seres com algo pendurado entre as pernas sim.
PAREM de mexer com qualquer mulher que passe com um pouco de tecido a menos. As mulheres têm o direito de sair de short, blusa curta, saia ou que tais no calor, sem medo de ser feliz.
É ridículo, é patético, eu sinto vergonha por vocês. Porque vocês se assemelham a um bicho qualquer. É nojento. E por mais que o digam, não, as mulheres não gostam de ouvir isso. A gente gosta de ser elogiada, sim, mas não vulgarizada. Existe um abismo entre essas duas coisas.

E tenho dito.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Viva o John!

Viveeeer
e não ter a vergonha de ser feliiiz...
Mesmo com Murphy muito no meu pé, ele me adora, me ama de paixão.
Imagina que legal foi terminar o trabalho fodinha de madrugada. Acordar mais cedo pra pegar o xerox aberto e ficar 40 minutos no ponto de ônibus. Conseguir pegar o xerox fechando mas com a impressora quebrada. Trabalhar excepcionalmente até meia hora antes do término do "prazo inapelável", imprimir aquele trabalho porco que eu fiz e descer correndo até as Nações. Esperar um pouco o ônibus, ok, e chegar 2 minutos depois que o professor foi embora. Ligar pra casa dele e ninguém atender. Tentar descobrir o celular dele e não conseguir de jeito nenhum; se descobrisse, ver que estava sem crédito.
Bem legal, né.
E o pior que eu não sei como, mas mesmo depois de acontecimentos como esse eu fico de boa.
Acho que tô começando a acreditar no disc.
Discmatch: teste completíssimo que vc faz em algumas empresas logo após ser admitido. Engraçado que o meu saiu com os gráficos todos iguais.
Disse o patrão que eu sou MUITO equilibrada emocionalmente.
iei.
*
Mamãe foi-se =(
Mas ficaram-se a picanha, o fricassé, o bolo de chocolate e o pavê (rimou!)
uhul

*

E hoje é niver de uma das personalidades mais legais e importantes da história da humanidade. Não acho exagero, porque ele era foda, MUITO foda. Um exemplo de pessoa, que conseguia ser engajado e bem-humorado ao mesmo tempo. E isso é pra poucos! Devia ser daqueles que você conhece e fala: "ai, o John é tão fofinho, né?", mesmo com Lucy in the Sky with Diamonds. E não digo "fofinho" no sentido "bonitinho", mas no sentido... pessoa de ser. Entende?
John, pode deixar que eu vou passar tudo isso que você passou pra gente pros meus filhos, tá?
Uma mensagem dele pra comemorar (trechin de uma das músicas mais bonitas que ele fez):
"Yes is the answer, and you know that, for sure. Yes is the surrender... you got to let it, you got to let it go."

sábado, 7 de outubro de 2006

a prova, o trabalho, o site?
"fuck forever!"

domingo, 1 de outubro de 2006

Recommended: Dogville

1. São Paulo - VERGONHA. Clodovil, Maluf? Bah!

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Pois é, fim-de-semana de eleições... nada melhor do que ficar em casa vendo filmes né?

Pra quem tá a fim de assistir a um filme diferente esteticamente, "roteiramente" e "dirigidamente", aconselho Dogville do Lars von Trier. Esse cara é um dos cinestas irlandeses que [teoricamente] seguem o manifesto Dogma 95, segundo o qual filme bom tem que ter o mínimo de efeitos especiais para não afetar a interpretação da idéia que o roteiro quer passar. Aliás, pra quem quer ter uma boa idéia do que é esse tal de Dogma 95, assiste o incompreensível Os Idiotas, do mesmo diretor. Pra falar a verdade eu não sei se recomendo... anyway, NUNCA assista em família, ok?

Voltando ao Dogville. Apesar de ser de von Trier, este filme não segue à risca os princípios do Dogma, pois tem uma trilha sonora pra lá de legal e, por estranho que pareça, sonoplastia. Estranho, porque não há cenário em si: os locais da vila em que se passa o filme são demarcados por faixas desenhadas no chão. Logo, quando alguém entra em um aposento, nao se vêem portas, paredes e janelas, mas ouve-se abrir a porta. Interessante, não? Aliás, essa é uma característica que levou o diretor a escolher preferencialmente atores de teatro (tirando a superstar Nicole Kidman).

Acima desses detalhes curiosos, está a "moral da história". O filme é ótimo pra se ver depois de ter lido Memórias Póstumas de Brás Cubas - aquele do Machado de Assis, em cujo final o consolo de Cubas é não ter tido filhos ("não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria").

Lembrei desse filme porque acabei de assistir Manderlay - continuação dele, é uma trilogia. Confesso que não fiquei tão impressionada como antes, mas é muito bom e discute o assunto escravidão e sua abolição. Aliás, um olhar muito diferente do que vemos nos filmes de Hollywood sobre o tema, mais focado no contexto da abolição e em suas conseqüências (enfim, um problema crônico legal de se pensar).

Ah é, ontem também assisti A Casa do Lago. Bonitinho. E como o próprio personagem diz: "Impossible. Not possible." Bem diferente dos filmes de Lars von Trier...